quinta-feira, 26 de abril de 2012

10 FOTOS DOS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE.

Falar sobre Belo Monte desencadeia revolta. Falar sobre Belo Monte provoca incerteza. Falar sobre Belo Monte gera dor. Em um determinado momento, torna-se impossível falar sobre Belo Monte sem verter lágrimas. É um momento delicado em que vive a região de Altamira, situada no Pará, aonde está sendo erguida a terceira maior hidrelétrica do mundo, Belo Monte, atrás apenas da chinesa Três Gargantas, e Itaipu, que fica na divisa do Brasil e Paraguai.
Ver lá do alto a magnitude dos três canteiros de obras de Belo Monte deixa evidente o rastro de destruição que ela já está provocando. Árvores e mais árvores no chão ou jogadas no rio Xingu, madeireiras espalhadas pela obra, enormes quantidades de terra sendo removidas, um canal sendo construído, o primeiro barramento, o frenezi de inúmeros caminhões, escavadeiras, tratores.
O Greenpeace fez dois sobrevoos em Belo Monte neste ano e é visível que as obras da usina estão em estágio muito avançado. Já se nota o grande o impacto que elas estão causando na região de Altamira, no estado do Pará. Veja as fotos:

 Foto: © Greenpeace / Marizilda Cruppe

Caminhões não param de se movimentar o dia todo. O trabalho é intenso nos três canteiros de obras. A Usina Hidrelétrica de Belo Monte alagará uma área de 516 km2. Foto: © Greenpeace / Marizilda Cruppe

Ao lado desta barragem, inúmeras árvores estão jogadas na água. Os impactos já estão sendo sentidos em Altamira, onde 400 famílias já foram afetadas por esta etapa da obra. Foto: © Greenpeace / Marizilda Cruppe

A destruição provocada por Belo Monte é latente nesta foto. Árvores inteiras chegaram a ser jogadas em pleno igarapé do Rio Xingu. A floresta sofre as consequências de uma obra que está sendo imposta aos moradores da região. Não há diálogo entre o Consórcio Norte Energia, os movimentos sociais e os futuros atingidos pelas barragens. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá 

O desmatamento está intrinsicamente ligado à construção de Belo Monte. A previsão é de que ele avance ainda mais sobre a floresta. Como o aumento populacional em  Altamira será significativo,  isto causará um impacto direto e indireto no entorno da usina. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá

O desmatamento está intrinsicamente ligado à construção de Belo Monte. A previsão é de que ele avance ainda mais sobre a floresta. Como o aumento populacional em  Altamira será significativo,  isto causará um impacto direto e indireto no entorno da usina. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá

Nos canteiros de obras de Belo Monte é corriqueiro ver imagens de áreas completamente devastadas. Após a ação dos tratores, nada resta de floresta. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá

O reservatório da Usina Hidreletrica de Belo Monte alagará as Vila Belo Monte 1, no município de Altamira (dir), e Vila Belo Monte 2, no município de Senador José Porfírio. Foto: © Greenpeace / Marizilda Cruppe

A Belo Monte faz parte de um projeto da época em que o Brasil estava mergulhado no regime militar. O governo federal pretende construir 63 usinas hidrelétricas em diversos rios da bacia amazônica. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá 

O Laboratório de Geoprocessamento do Greenpeace fez uma projeção em relação ao desmatamento a ser gerado por Belo Monte. A análise dos dados de satélite dos últimos três anos indicaram que houve aumento significativo do desmatamento na área de influência indireta. Ou seja, ao se estender um raio de 50 km, constatou-se que o desmate foi cinco vezes maior. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá 

 Fonte: Greenpeace Brasil

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